Dona Deolira, moradora de Itaperuna, segura certificado de longevidade do RankBrasil

Moradora de Itaperuna é certificada como a mulher mais velha do Brasil aos 121 anos

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Reconhecida como a mulher mais velha do Brasil pelo RankBrasil, Deolira Glicéria Pedro da Silva vive em Itaperuna e tem 121 anos. A supercentenária completou a idade em março de 2026 e agora busca também o reconhecimento internacional pelo Guinness World Records.

Nascida em 10 de março de 1905, dona Deolira veio ao mundo antes de acontecimentos históricos como o voo do 14-Bis, o primeiro Campeonato Carioca e a popularização da televisão. Ela nasceu em Porciúncula, no Noroeste Fluminense, e mudou-se para Itaperuna há cerca de cinco anos.

Documentos confirmam a longevidade

Para conceder a certificação nacional, o RankBrasil analisou documentos como a certidão de nascimento atualizada e o extrato mais recente do benefício do INSS. O processo foi acompanhado pelo geriatra Juair de Abreu Pereira, responsável por reunir informações e registros sobre a vida da idosa.

A comprovação da idade enfrentou dificuldades porque documentos originais de dona Deolira foram perdidos durante uma grande enchente, em 1977, quando ela ainda vivia em Porciúncula. A família precisou recorrer a cartórios para obter novos registros e contou com o apoio da Arquidiocese de Campos na validação da certidão de batismo.

Família busca reconhecimento mundial

O certificado brasileiro pode ajudar na tentativa de reconhecimento pelo Guinness. As regras internacionais, porém, exigem uma análise mais rigorosa e priorizam documentos originais, o que mantém o processo em andamento.

Dona Deolira passou grande parte da vida trabalhando na lavoura ao lado do marido. Ela teve sete filhos, dos quais três estão vivos. Sua trajetória atravessa diferentes gerações e importantes transformações do Brasil e do mundo.

Segundo a reportagem de O Globo, o título internacional de pessoa viva mais velha reconhecida pertence à britânica Ethel Caterham, de 116 anos. Já o recorde histórico de longevidade oficialmente reconhecido é da francesa Jeanne Calment, que morreu em 1997 aos 122 anos e 164 dias.

A certificação de dona Deolira coloca Itaperuna em destaque nacional e transforma sua história de vida em motivo de orgulho para o Noroeste Fluminense.

Com informações de O Globo.

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